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          Na garupa pela cidade: Por que moto por app bomba no Rio, mas em SP n?o?

          Quem sai de S?o Paulo e vai para uma cidade de nível médio a grande tem boas chances de encontrar algum servi?o de mototáxi ou transporte de passageiro por moto, em aplicativo.

          No Rio, por exemplo, essa modalidade está ativa desde a década passada, enquanto na maior metrópole do país ainda n?o há, apesar de tentativas de empresas —uma regra proíbe esse tipo de transporte em S?o Paulo.

          Por que isso acontece?

          O transporte por moto vira uma solu??o para locais com mais problemas de mobilidade urbana, pontua Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes (centro de estudos de mobilidade urbana da institui??o).

          No Rio, há um problema de frequência, capilaridade e de pouca integra??o entre os diferentes transportes. Diferentemente de S?o Paulo, que tem uma malha mais estruturada, mas que mesmo assim é insuficiente. Se o poder público n?o oferece boas alternativas, surge o transporte clandestino ou alternativo, seja com vans ou com motos.
          Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes

          A categoria no Rio foi introduzida por migrantes nordestinos —onde o transporte por moto é bastante comum, lembra Krishna Ramaciote, presidente do Sindicato dos Mototaxistas do Rio

          Quando estreamos em cidades do Nordeste, onde já tem essa cultura de transporte por moto, a ades?o é muito rápida. Em contrapartida, cidades da regi?o Sul, onde n?o têm esse costume, as pessoas come?aram a usar o servi?o aos poucos.
          Luis Gamper, diretor de duas rodas da 99

          A estreia foi seguida de proibi??o, que perdurou em SP. Em janeiro de 2023, Uber e 99 tentaram introduzir seus servi?os de transporte por moto na cidade de S?o Paulo e no Rio. Em ambos os casos, houve proibi??o. No entanto, no Rio foi iniciado um processo de tentativa de regulamenta??o de mototáxis —até por já ser comum em algumas áreas da cidade— enquanto que, em S?o Paulo, o veto se mantém até hoje por uma quest?o de saúde pública, segundo a prefeitura.

          O decreto 62.144/23 suspende temporariamente o servi?o de mototáxi e de transporte de passageiros por moto via aplicativo, em raz?o da preocupa??o envolvendo a seguran?a e a saúde da popula??o de S?o Paulo no viário urbano e o impacto no sistema publico de saúde. Reduzir acidentes e evitar óbitos é prioridade dessa gest?o (...). A Faixa Azul vem demonstrando que, ao criar uma delimita??o de espa?o para as motocicletas, os números de sinistros e a gravidade diminuem
          Nota da Prefeitura de S?o Paulo

          A quest?o de saúde pública pesou em S?o Paulo para barrar a moto por app. Para Edgar Silva (Gringo), presidente da Amabr (Associa??o dos Motofretistas de Aplicativos e Aut?nomos do Brasil), a categoria de transporte por moto ou mototáxi poderia lotar ainda mais hospitais na cidade. Só em 2023, foram 365 mortes de motociclistas —praticamente, uma por dia do ano—, segundo a CET (Companhia de Engenharia e Tráfego).

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          Imagine o que pode acontecer com esse número, que já é alto, com o transporte de pessoas --em vez de uma, ser?o duas pessoas se acidentando. Acho que essa modalidade de transporte na garupa seria importante, mas, ao mesmo tempo, há um grande problema de seguran?a na cidade.
          Edgar Silva (Gringo), presidente da Amabr

          O exame prático para quem tira carta de moto é praticamente o mesmo desde 1980 e n?o ensina a lidar com o transito ou levar alguém. Além disso, o passageiro precisa confiar no condutor: em curvas, quem n?o está preparado pode achar que está caindo, sendo que o mais correto é acompanhar o movimento do motociclista.
          Edgar Silva (Gringo), presidente da Amabr

          N?o há previs?o para que a Prefeitura de S?o Paulo libere a modalidade de transporte de passageiro por moto via app.

          Mototáxi x transporte por moto via app

          Ainda que no fim sejam modalidades parecidas, s?o coisas distintas. Mototáxi é literalmente uma vers?o de táxi em moto e é regulado por lei municipal. Ent?o, veículos podem ter placa vermelha, devem seguir uma série de itens de seguran?a e os condutores s?o submetidos a treinamentos e podem ter ponto fixo para apanhar passageiros.

          O transporte de passageiros por moto via app é como o UberX ou 99pop só que para motos. A modalidade é regulamentada por lei federal, mas cada cidade decide se proíbe ou autoriza esse tipo de transporte. Condutores s?o aut?nomos e têm alguns requisitos para seguir (como ter carta e moto de até determinado ano), além de usarem capacete e estarem ligados a uma plataforma, como 99, Uber ou InDrive.

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          No Rio, a atividade de transporte de passageiro por moto via aplicativo funciona normalmente, com as op??es 99Moto, Uber Moto e InDrive. O processo é parecido com o de chamar um carro por aplicativo. A diferen?a é que o motociclista carrega um capacete para emprestar para o garupa.

          As plataformas dizem que o pre?o da carona de moto é em média de 25% a 30% menor do que o dos carros. Na prática, um trajeto no Rio de 7,6 km, do Arpoador até Botafogo, custa cerca de R$ 13 de 99Moto e leva 13 minutos —na categoria 99Pop, de carro, esse mesmo trajeto custaria R$ 20 e levaria quase meia hora, segundo a previs?o do app.

          Mototáxi no Rio tem decreto, mas n?o tem lei municipal

          Sobre mototáxi, a Prefeitura do Rio come?ou um processo de regulariza??o, que ainda n?o terminou. A lei n?o foi apreciada na Camara Municipal.

          Existe um aplicativo desenvolvido pelo município, o Moto.Rio (que n?o cobra taxa dos mototaxistas) e que só aceita pessoas com determinados requisitos, como ter no mínimo 21 anos de idade, dois anos de carteira de habilita??o, curso de mototáxi do Contran (Conselho Nacional de Transito), seguro de acidente pessoal e terceiros, entre outros.

          Essas s?o as condi??es para dar maior seguran?a para quem trabalha na rua. O problema é que nenhum dos aplicativos faz esse tipo de exigência. Ent?o, boa parte dos motociclistas (inclusive cadastrados como mototaxistas) acaba se filiando à Uber ou 99, que cobram taxas de 20% a 40% do valor da corrida
          Krishna Ramaciote, presidente do Sindicato dos Mototaxistas do Rio

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          Outro problema é o app Moto.Rio: apesar de o aplicativo estar funcionando, o sindicato diz que n?o houve muita divulga??o e que ainda n?o funciona direito. "Nossa sugest?o para a prefeitura é que a fun??o de moto esteja no app Taxi.Rio, que funciona bem e tem demanda. Dessa forma, seria uma op??o parecida com a que oferece Uber e 99", diz Krishna Ramaciote.

          *O jornalista viajou para o Rio a convite da 99

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